terça-feira, 16 de setembro de 2014

Os inventários ajudam as pesquisas genealógicas.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Manoel Jerônimo Caminha Raposo da Câmara

João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
De posse de algumas informações do inventário de Manoel Jerônimo Caminha Raposo da Câmara, podemos recompor parte da sua ascendência e descendência. 
No dia 17 de março de 1884, José Irineu da Costa Pinheiro Filho compareceu à casa de residência do Juiz de Órfãos, Doutor Fábio Cabral de Almeida, como procurador de sua sogra, viúva Francisca Xavier Professora, de sua esposa, Maria dos Milagres Raposo da Câmara, e do seu cunhado, filho órfão de maior (20 anos), Domingos Maria Raposo da Câmara, para prestar juramento do inventário do seu sogro, Manoel Jerônimo Caminha Raposo da Câmara.
Os nomes que aparecem aqui mudam a cada registro. Por volta do ano de 1862, muitas pessoas acrescentaram, ao nome, a palavra Maria, inclusive o próprio Manoel Jerônimo, que faleceu em 27 de janeiro de 1878.
Manoel Jerônimo era filho de Francisco de Borja Soares Raposo da Câmara (falecido em 1857, com 64 anos) e Anna Francisca dos Milagres (neta do tenente Antonio Lopes Viegas). Casou, no ano de 1855, na Matriz de São José de Angicos, com Francisca Xavier Professora, filha de Miguel Francisco da Costa Machado e Anna Barbosa da Conceição, tendo como testemunhas José Teixeira de Souza e João Felippe da Trindade. Este último era meu bisavô e era casado com Francisca Ritta Xavier da Costa, irmã de Francisca Professora.
Nesse mesmo ano 1855 nascia a primeira filha do casal, Maria, que teve como padrinhos o avô paterno, Francisco de Borja e a avó materna Anna Barbosa; no ano de 1856, nascia Miguel, que teve como um dos padrinhos o avô materno Miguel Francisco da Costa Machado; em 1859, nasceu Francisco, que teve como padrinhos Cândido Soares Raposo da Câmara e Maria Florência Raposo da Câmara, solteira, ambos do Assú, mas esse filho  faleceu em  1861, de garrotilho, com 2 anos de  idade; João, outro filho,  nasceu em 1873 e teve como padrinhos José Gomes de Amorim e Dona Anna Maria da Conceição, viúva. Em 1862, faleceu outra Maria, com 1 ano de idade, de estupor. Deve ter nascida em 1861. Na época do inventário, só dois filhos restaram do casamento de Manoel Jerônimo com Francisca Professora.
A madrinha acima, Maria Florência, que era irmã de Manoel Jerônimo, casou, em 1867, com o viúvo Joaquim Varella Venâncio Borges; José Gomes de Amorim, também padrinho em um desses batismos, viúvo de Ana Clarinda Soares de Araújo, casou, em 1866, com Luisa de França Raposo da Câmara, filha de Manoel Felippe Raposo da Câmara (natural de São José) e de Henriqueta Leocádia Raposo da Câmara (irmã de Manoel Jerônimo). Anna Maria da Conceição, irmã de Francisca Professora e viúva, nessa época, do meu tio-bisavô Manoel Jacinto da Trindade, casou posteriormente com Manoel Olímpio Dantas Cavalcanti, filho de Michaela Cândida, outra irmã de Manoel Jerônimo.
Manoel de Borja Raposo da Câmara, irmão de Manoel Jerônimo, casou com Umbelina Maria do Espírito Santo, irmã de Francisca Professora.
José Irineu da Costa Pinheiro Jr., genro de Manoel Jerônimo, era filho de José Irineu da Costa Pinheiro e Dona Josefa Cândida de Azevedo. Sua irmã Maria Irineia foi casada com Emygdio Avelino e, portanto, era primo legítimo de Edinor Avelino.
Pelos editais de proclamas, encontro, no ano de 1891: quer casar civilmente o cidadão Domingos de Borja Raposo da Câmara, filho de Manoel Jerônimo Raposo da Câmara e Francisca Xavier Professora, solteiro, com Maria Segunda de Souza Monteiro, filha legítima de Antonio Monteiro de Souza (Jr.) e sua mulher Maria Jacintha da Trindade, solteira. Os contraentes são naturais e moradores nesta Freguesia de São José de Angicos. 
Maria Segunda era bisneta, pela parte paterna, de Mathildes Quitéria Xavier da Cruz e de Joaquina Maria de Santa Anna, ambas irmãs de Miguel Francisco da Costa Machado, pai de Francisca Xavier Professora. Pela parte materna era neta de Anna Francisca da Trindade, irmã de meu bisavô, João Felippe da Trindade.
Câmara Cascudo, no artigo sobre o advogado José de Borja, escreveu: Um irmão de José Borja era Manoel Jerônimo Raposo da Câmara, casado com d. Francisca Xavier, avós da professora Herondina Raposo da Câmara Caldas de inesquecível  dedicação educacional, casada que foi com Perceval de Faria Caldas. Na verdade, Herondina era filha de Domingos de Borja Raposo da Câmara e de Maria Segunda de Souza Monteiro, e seu marido era João Perceval de Faria Caldas. Um dos filhos desse casal é o escritor Fabiano Cristiano Raposo da Câmara de Faria Caldas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Leandra Becerra Lumbreras, 104 anos, solteira, mas tem 73 bisnetos e 55 tataranetos!

Há cem anos atrás, exatamente quando começava a 1ª Guerra Mundial, ela era lindíssima, com seus 27 anos de fazer inveja mas se recusou a casar apesar de centos de pretendentes. Aí é o que se chama de nó górdio, mas não era uma "Virgo Potens", deu pra entender?  É uma superwoman, nice girl, pretty woman thou. Vixe !  (Veja o Youtube em espanhol).


P. S.: Não casou-se mas tem 73 bisnetos e 55 tataranetos ! Deu pra entender ? O negócio é comer chocolates e dormir muito, mas muito mesmo ... ... Ave ! 

MAIS MELHOR IDADE NO BRASIL POST:

Mexicana Leandra Becerra Lumbreras Torna-se A Pessoa Mais Idosa do Mundo
Feliz cumpleaños, Leandra Becerra Lumbreras.
A mexicana, considerada a mulher mais velha do mundo completou 127 anos de idade no domingo (31/8), segundo reportagem do jornal Metro.
Lumbreras afirma ter nascido no dia 31 de agosto de 1887.
A família de Lumbreras afirma que a longevidade da idosa é resultado da ingestão de chocolate, das longas horas de sono e por ela nunca ter casado. “Ela sempre foi uma mulher batalhadora. Ela ainda costurava e tecia até uns dois anos atrás,’ disse a sua neta Miriam Alvear, 43, em uma entrevista ao El Horizonte, segundo uma tradução do Metro.
Mas, segundo uma reportagem do jornal Telegraph, Lumbreras perdeu a certidão de nascimento durante uma mudança há 40 anos.
Segundo o El Horizonte, Lumbreras tem 73 bisnetos e 55 tataranetos. “Os pais dela era cantores”, disse Alvear. “Ela adora entreter os netos com as antigas canções que aprendeu com eles”.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Se eu pudesse estava aí. Quanto mais sei dos "panela", mais gosto de saber": declaração de Leusa Araújo, após saber do seminário de genealogistas em João Pessoa. Até agora só vimos fotos, mas deve sair um documento com o conteúdo das palestras dos especialistas na temática.


  1. Arysson Soares compartilhou uma foto.

    I FÓRUM DE GENEALOGIA DE FAMÍLIAS DO BREJO, SERTÃO E SERIDÓ...









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    I FÓRUM DE GENEALOGIA DE FAMÍLIAS DO BREJO, SERTÃO E SERIDÓ...









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    I FÓRUM DE GENEALOGIA DE FAMÍLIAS DO BREJO, SERTÃO E SERIDÓ...









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  7. Arysson Soares compartilhou uma foto.

    I FÓRUM DE GENEALOGIA DE FAMÍLIAS DO BREJO, SERTÃO E SERIDÓ...





Arysson Soares faz encontro de genealogistas em João Pessoa/PB. Tema: evolução das famílias no Serido Potiguar. Fonte: Facebook

terça-feira, 12 de agosto de 2014

​João de Deus Gonçalves deixou uma vasta descendência no Rio Grande do Norte, muitos dos descendentes morando aqui em Natal.​

terça-feira, 12 de agosto de 2014

João de Deus Gonçalves, do Reino de Portugal para Angicos



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
João de Deus Gonçalves deixou grande descendência em Angicos e outras localidades deste Rio Grande do Norte. Para começar, vamos ao registro de batismo de um filho, onde aparece a sua naturalidade: Antonio, filho legítimo de João de Deus Gonçalves e Francisca das Chagas de Azevedo, naturais: ele, do Reino de Portugal, e ela, desta Freguesia, onde são moradores, nasceu a dezessete de março de 1853, e foi por mim batizado com os santos óleos, nesta Matriz de São José de Angicos, aos vinte e nove de junho do mesmo ano. Foram padrinhos José Joaquim Fernandes, casado, e sua filha Maria Petronilla Fernandes, solteira, por seus procuradores João Teixeira de Sousa, casado, e Francisca Joaquina de Deus Gonçalves, solteira, todos moradores nesta Freguesia. Felis Alves de Souza. 
Antonio faleceu, no ano seguinte, de sarampo. O padrinho, José Joaquim Fernandes, era português, casado com Maria Martins Ferreira, minha tia-trisavó, filha do capitão João Martins Ferreira, ambos fundadores de Macau. Maria Petronilla, sua filha, foi casada com o português Balthazar de Moura e Silva.
Outros filhos encontrados foram: Anna Florência de Deus Gonçalves, que nasceu aos dezesseis de março, de 1836, e foi batizada, aos 4 de abril do mesmo anos, na capela de São José de Angicos, sendo padrinhos Antonio Lopes de Azevedo Viegas, casado, e Maria Josefa da Conceição. Anna casou, em 21 de novembro de 1870, com Francisco Alexandre Pereira Pinto, filho de Alexandre Francisco Pereira Pinto e Damásia Francisca dos Santos Leal; João Evangelista de Deus Gonçalves, que nasceu aos 26 de dezembro de 1839, e foi batizado aos 6 de janeiro de 1840, sendo padrinhos Francisco Antonio Teixeira, por procuração que apresentou de José Brandão da Rocha, de Pernambuco, e Ignácia Maria da Conceição, por procuração de Anna Martins Ferreira, casada. João Evangelista foi sepultado aos 6 de abril, de 1870, tendo falecido em consequência de uma espinha carnal, com a idade de 31 anos incompletos; José Gorgônio de Deus Gonçalves que nasceu aos 9 de setembro de 1841, e foi batizado, em artigo de morte, por Francisco Antonio Teixeira,aos 15 de outubro do mesmo ano. Casou, em 22 de novembro de 1885, com Rita Xavier da Costa.
Joaquim Firmino de Deus Gonçalves, outro filho de João de Deus e Francisca das Chagas, nasceu aos 10 de janeiro de 1845, e foi batizado, na Matriz de São José de Angicos, aos 19 de março do mesmo ano, sendo padrinhos Cláudio Mendes Brandão, por procuração de Jerônimo Cabral Pereira de Macedo, e Ignácia Maria da Conceição.  Joaquim Firmino casou, em 23 de agosto de 1874, com Maria Pinheiro de Vasconcellos Costa, filha de Miguel Pinheiro de Vasconcellos Costa e de Antonia Egina Francelina de Vasconcelos, na presença de José Gorgônio de Deus Gonçalves. Joaquim Firmino e Maria Pinheiro geraram Joaquim Firmino de Deus Gonçalves Filho, que nasceu aos treze de novembro de 1881, e foi batizado, na Matriz, no primeiro de janeiro de 1882, sendo padrinhos Bacharel Amaro Carneiro Cavalcanti Bezerra (pernambucano) e Maria Fortunata Carneiro, e Maria Magdalena de Deus Gonçalves. Joaquim Firmino Filho casou, primeiramente, com Francisca das Chagas Gonçalves, e quando enviuvou dela, casou com tia Crináura Martins Trindade, irmã de meu pai. Desse último casal nasceu outro Joaquim Firmino, e, também Francisca (Fanny), que faleceu este ano e morava no Recife, mãe de Zelita Faro.
Outra filha de João de Deus e Francisca das Chagas, Quitéria Olímpia de Deus Gonçalves, casou, em 29 de setembro de 1861, com João Felippe Teixeira de Sousa, viúvo, por falecimento de parto, de sua esposa Josefa Carolinda Maria Rosalinda (aos 23 anos de idade, em 24 de junho de 1860). Ele era filho de José Teixeira de Sousa e Maria Manoela da Conceição. Quitéria faleceu de febre, em 27 de março de 1878, com a idade de 40 anos.
Um dos filhos de João Felippe e Quitéria Olímpia foi João de Deus Gonçalves (Janjão), mesmo nome do avô, que casou com minha tia-avó Maria Jovelina da Costa Torres. Deste último casal nasceu Maria Gonçalves, avó de João Felipe de Medeiros, e do senador Carlos Alberto.
Outro filho de João Felippe e Quitéria foi José Tito Teixeira de Souza, que casou em 1887, com Maria Ignácia Xavier de Carvalho, filha de Cosme Teixeira Xavier de Carvalho (meu tio-bisavô) e Francisca Bella Carneiro de Mello. De José Tito e Maria Ignácia nasceram, entre outros: Maria Francisca, mãe de Antonio Xavier (ex-padre); Francisco Tito, pai de Hildebrando (ex-prefeito de Santa Cruz); e José Tito Filho, pai do professor José Tito Junior.
No inventário de Marianna Lopes, esposa de Francisco Antonio Teixeira de Souza, está escrito: Aí foi por ele, juiz, nomeado curador dos órfãos deste inventário, ao tio dos mesmos, João de Deus Gonçalves. A princípio pensei que João de Deus fosse irmão de Francisco Antonio, mas depois concluí que era tio afim, e, portanto, Dona Francisca das Chagas de Azevedo era quem era irmã de Dona Marianna Lopes Viegas, ambas filhas do capitão Francisco Lopes Viegas e  Anna Joaquina de Azevedo. 
Aos 17 de dezembro de 1877, foi sepultado no cemitério público desta Vila, em Catacumba, o cadáver do tenente-coronel, João de Deus Gonçalves, morador nesta Freguesia, casado que era com Francisca de Deus Gonçalves, e falecido de hidropisia, aos dezesseis do dito mês e ano, com todos os sacramentos na idade de 75 anos. Felis Alves de Souza.
Joaquim Firmino Filho

Crinaura Trindade

Francisca (Fany)

sábado, 9 de agosto de 2014

Missão do padre Bourel.

sábado, 9 de agosto de 2014

Soldados da Missão de Padre Felipe Bourel

Por João Felipe da Trindade

Nos assentamentos de praça encontramos vários índios da Missão de Padre Felipe Bourel, personagem da Guerra dos Bárbaros. Vejamos algumas imagens.



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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Pesquisador elogia blogue de genealogia.

Prezado Luiz Gonzaga Cortez,

Vi agora seu maravilhoso blog. Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo. Gostei bastante. Estava lendo agora e achei muito interessante a abordagem sobre a Família Lopes Galvão. Salvo engano, ela tem fortes raízes com a cidade de Campo Grande-RN. Essa cidade tem sido objeto de pesquisa, pois estou desenvolvendo em parceria com um dileto amigo meu Misherlany Gouthier a Genealogia da Família Albuquerque, com estreitas ligações na terra de Felipe Guerra, Romualdo Galvão, de Francisco Justino Cascudo e de tantos outros ilustres potiguares que nascera naquele abençoado rincão. 

Um grande abraço,

Edilson Segundo

Mossoró-RN

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Os Lopes Viegas sempre na ascendências das famílias de Angicos, Afonso Bezerra, Pedro Avelino, Assú, Itajá, Macau e outras localidades do Rio Grande do Norte.​

Os Lopes Viegas sempre na ascendências das famílias de Angicos, Afonso Bezerra, Pedro Avelino, Assú, Itajá, Macau e outras localidades do Rio Grande do Norte.​
 Fonte:http://putegi.blogspot.com.br/

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ascendentes de Dona Maria do Carmo Siminéa



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Recebi, por e-mail, mensagens de Ismar Siminéa e Virgínia Andrade, filhos: ele de Edmilson Siminéa e ela de Manoel Siminéa, um dos gêmeos. Agradeciam e elogiavam a publicação do artigo sobre a origem da família Siminéa. Além disso, Ismar mandou registro de nascimento do pai, Edmilson, onde encontro os pais de Maria do Carmo: eram eles João das Chagas de Azevedo Souza e Luiza Maria Teixeira de Souza. Vamos, pois, buscar a partir daí os ascendentes de D. Maria do Carmo, começando por seu casamento.
Aos quinze dias do mês de dezembro de 1923, na Matriz de Angicos, depois das denunciações canônicas, e sem aparecer impedimento algum, na presença das testemunhas: José Cândido de Souza (irmão do noivo) e Manoel Alves Filho (seu Nezinho), assisti ao recebimento matrimonial de meus paroquianos: Francisco Siminéa Filho, com Maria do Carmo de Azevedo, filhos legítimos, ele de Francisco Pedro das Chagas Siminéa, e Josefa Cândida Alves de Souza, e ela de João das Chagas de Azevedo (Souza), e Luiza Maria Teixeira de Souza, os nubentes foram dispensados do 3º grau igual e simples de consanguinidade.
Uma das filhas desse casal teve o batismo que segue: aos três de janeiro de 1904, batizei a Maria, filha legítima de João das Chagas de Azevedo Souza e Luiza Maria Teixeira de Souza, nascida a três de deste mês e ano, sendo padrinhos Tertuliano das Chagas de Souza e Donzília Alves de Souza.
Luiza, quando casou com João das Chagas, era viúva de Joaquim Francisco Pereira Pinto. Este tinha casado com ela, em 1891, depois de enviuvar de Maria Florência da Costa Ferreira, falecida em 12 de abril desse mesmo ano, com trinta e tantos anos. Com esta última, ele, Joaquim Francisco, tinha casado, em 31 de janeiro de 1886, após ter enviuvado de Maria Martins de Assis Bezerra, filha de Agostino Barbosa da Silva e Sabina dos Santos Martins. Maria Martins tinha falecido em 27 de janeiro de 1885, com 36 anos de idade, de hidropisia.
Os pais de Luiza eram Joaquim Teixeira de Souza e Josefa Belarmina  Lopes Viegas, portanto, mais um Viegas na ascendência de Crisan Siminéa. O casamento deles foi na Fazenda Cacimbas do Vianna, onde nasceu minha avó, Maria Josefina Martins Ferreira. 
Às três horas da tarde do dia dezenove de novembro de mil oitocentos e cinquenta e cinco, na Fazenda Cacimbas do Vianna, o Reverendo Elias Barbalho Bezerra, de licença minha, uniu em matrimônio, e deu as bênçãos nupciais aos contraentes Joaquim Teixeira de Souza e Josefa Bellarmina Lopes Viegas, o nubente da Freguesia de Angicos, e a nubente desta do Assú, servatis servandis: testemunharam Antonio Lopes Viegas Junior e João Lins Teixeira de Souza, casados. 
Nesse casamento não apareceu o nome dos pais dos nubentes. Acredito que esse Joaquim era filho de Francisco Antonio Teixeira de Souza e Marianna Lopes Viegas, pois quando ela morreu, um dos seus filhos era Joaquim de 7 anos, conforme inventário de 1839. Esse João Lins Teixeira de Souza consta, também, na lista dos filhos de Francisco Antonio e Marianna, e tinha na data do falecimento da mãe, a idade de 18 anos. 
Luiza teve o seguinte batismo: filha legítima de Joaquim Teixeira de Souza e Josefa Bellarmina Lopes Viegas, moradores nesta freguesia, nasceu aos dez de dezembro de 1866, e foi por mim solenemente batizada na Matriz de São José de Angicos aos dez de janeiro de 1867, sendo padrinhos Miguel Francisco da Costa Machado e Bernarda Francisca Xavier da Costa. Outra  filha de Joaquim e Josefa Bellarmina era Josefa, que nasceu em 1860, e teve como padrinhos Manoel Martins Ferreira, por seu procurador João Gomes Carneiro e Francisca Batista (Bela) Carneira, solteira. João Gomes Carneiro tinha fazenda em Cacimbas do Vianna e Manoel Martins Ferreira (também Manoel José Martins) era morador dessa mesma localidade (era irmão do meu bisavô, Francisco Martins Ferreira).
No auto de arrolamento (1870) da falecida Anna Jovina Lopes Viegas, o inventariante e, também, herdeiro, foi seu irmão Manoel Guilherme Lopes Viegas. Por ser solteira os outros irmãos, também,  foram  seus herdeiros. Na lista aparecem alguns filhos comprovados de Guilherme Lopes Viegas e Izabel Maria da Conceição. Uma delas, Maria Izabel Conceição, que foi casada com João Gualberto Lopes Viegas, já era falecida em 1870, e, portanto, foi representada pelos filhos, entre eles, Josefa Bellarmina Lopes Viegas, esposa de Joaquim Teixeira de Souza.
Portanto, Josefa Bellarmina era bisneta do fundador de Angicos, tenente Antonio Lopes Viegas. Por isso, Luiza Maria Teixeira de Souza era trineta, e Maria do Carmo Siminéa, tetraneta.
casamento de Francisco Siminéa Filho e Maria do Carmo Azevedo
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